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Mostrando postagens de novembro, 2019

A epilepsia na sociedade

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A EPILEPSIA NA SOCIEDADE A epilepsia é uma doença presente em torno de 0,5%-1,0% da população, ela é controlável sendo que a medicação impede as crises, que, consequentemente, impedem quedas e traumatismos. É fundamental que a sociedade conheça o socorro para pessoas com epilepsia, sabendo, assim, realizar os primeiros socorros necessários até que a emergência chegue no local para prestar o atendimento avançado. Também é importante que o médico oriente o paciente de modo que esse entenda o que é a doença, como ela ocorre, qual o tratamento e os sinais e sintomas, são recorrentes relatos de pessoas afetadas pela patologia que não sabem o que é a doença, logo, torna-se mais difícil de combater a patologia.  A epilepsia ainda é uma doença mal vista perante a sociedade, visto que leigos ainda não entendem o que é a patologia, logo, a informação e aprendizado são imprescindíveis para a quebra desse tabu. Referências: Brasil. Ministério da Saúde. Secreta...

Diagnóstico e tratamento da epilepsia

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O diagnóstico de uma crise epiléptica pode ser feito clinicamente através da obtenção de uma anamnese detalhada e de um exame físico geral, com foco nas áreas neurológicas e psiquiátricas. Muitas vezes, o auxílio de uma testemunha ocular é importante para que a crise seja descrita em detalhes. A epilepsia é a segunda doença neurológica mais vista na atenção primária de saúde, estando à frente das doenças cerebrovasculares. Os pacientes costumam fazer os seguintes relatos: ·          “Eu tenho lapsos de memória, saio do ar e depois não lembro de mais nada...” ·          “Fico esquisito, meus amigos dizem que eu faço coisas estranhas as quais não me lembro” ·          Dizem que eu caio e me bato todo, mas não lembro de nada” Relatos como esses são frequentes e devem ter uma atenção especial no atendimento desses pacientes. Elementos para definição: · ...

O que é a epilepsia?

A EPILEPSIA Aspectos gerais da doença: É caracterizada como uma doença crônica marcada por distúrbios epilépiticos recorrentes que atingem cerca de 0,5 a 1 por cento da população mundial. Sua incidência pode variar de acordo com idade, sexo, tipo de síndrome epiléptica e condição socioeconômica. Além disso, as crises convulsivas epilépticas, muitas das vezes, podem causar depressão transitória da consciência, deixando o indivíduo sob risco de lesão corporal e em muitos casos interferem nas suas atividades educativas, profissionais e sociais. Fisiopatologia: As crises epilépticas ocorrem em decorrência de descargas neuronais síncronas excessivas e anormais que iniciam no hipocampo com propagação para o córtex cerebral. É marcada por um desbalanço inibitório e excitatório, gerando uma hiperexcitaçao neuronal que gera o hipersincronismo amplificado com redução da atividade sináptica inibitória e/ou aumento da atividade sináptica excitatória. Os neurotransmissores env...

Visão social acerca da Síndrome de Wernicke-Korcakoff

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VISÃO SOCIAL ACERCA DA SÍNDROME DE WERNICKE – KORSAKOFF A partir do diagnóstico da síndrome de Wernicke-Korsakoff, o objetivo principal na clínica neurológica é investigar as possíveis causas que desencadearam esse distúrbio. A síndrome de Wernicke-Korsakoff é uma forma incomum de amnésia que combina duas doenças: um estado de confusão aguda (encefalopatia de Wernicke), e um tipo de amnésia de longo prazo – que é a síndrome propriamente dita. A encefalopatia leva a síndrome em 80% dos casos em que ao pacientes não tratam corretamente essa alteração. Raras são as vezes em que uma lesão traumática desencadeou esta síndrome. Os fatores mais comumente envolvidos na etiopatogênese dessa doença são: o uso abusivo de álcool e substâncias ilícitas, além da deficiência de vitaminas (principalmente a tiamina – B1). O uso e abuso de substâncias químicas podem alterar diferentes funções cognitivas, emocionais e motoras do ser humano (como percepção, comportamento, motricidade, julga...

O diagnóstico e o tratamento da Síndrome de Wernicke-Korsakoff

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O diagnóstico e o tratamento da Síndrome de Wernicke-Korsakoff O diagnóstico O diagnóstico clínico da encefalopatia de Wernicke, da psicose de Korsakoff ou da síndrome de Wernicke-Korsakoff é essencialmente clínico uma vez que não existem exames de rotina específicos que possibilitam a sua despistagem. Contudo este ainda não está sob domínio médico. O subdiagnóstico desta patologia pode ser parcialmente explicado tanto pela variabilidade de apresentações clínicas como também devido à baixa especificidade dos sinais neurológicos O clínico deve suspeitar a presença do síndrome em indivíduos que se apresentem malnutridos ou condições que amplifiquem a taxa metabólica ou interfiram com os processos de ingestão, digestão e absorção dos alimentos (atenção especial a pacientes alcoolistas). Além disso, é notório a importância da ressonância magnética (RM) para confirmar a suspeita clínica, contudo os locais da lesões e as características do sinal encontrados não são patognomóni...

A Síndrome de Wernicke-Korsakoff

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O que é? A síndrome de Wernicke Korsakoff é constituída pela psicose de Korsakoff e a doença de Wernicke e foram identificadas no final do século passado. A patologia é frequentemente não diagnosticada em suas apresentações mais brandas, pois se trata de uma fusão de duas doenças diferentes com alterações comuns a outras comorbidades. A psicose de Korsakoff é caracterizada como uma desordem mental na qual a memoria recente esta visivelmente comprometida No entanto, a memória de longo prazo e a capacidade intelectual geral geralmente permanecem intactas. Para preencher essas falhas na memória recente, esses pacientes tendem a inventar informações de acordo com as situações o que é considerado confabulação. Ao contrário das pessoas com outros tipos de deficiência de memória, como a doença de Alzheimer, os pacientes com síndrome de Korsakoff parecem não ter consciência de seu problema. Além disso, está relacionada ao alcoolismo e deficiência nutricional. Enquanto a tríade clássica ...

Após o AVC: vida em sociedade

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VIDA EM SOCIEDADE Existem cerca de 26 milhões de pessoas em todo o mundo que convivem diariamente com as sequelas de um acidente vascular cerebral (AVC). É conhecido que o AVC pode ocorrem com qualquer pessoa da sociedade, em qualquer local, podendo ser fatal ou deixando sequelas. De acordo com a Stroke World Organization, existe um grupo de ações que pode melhorar o prognóstico após o AVC, sendo composto de 3 pontos principais: a conscientização, o acesso e a ação.  Quanto melhor o prognóstico do paciente, menos debilitado ele ficará após o ocorrido. Muitas vezes, o AVC acarreta em sequelas, debilitando o paciente em questão e exigindo da comunidade médica, outra postura com os acometidos. De acordo com as Diretrizes de atenção à reabilitação da pessoa com acidente vascular cerebral, realizadas pelo Ministério da Saúde, a pessoa com alterações funcionais pode ser atendida em uma unidade ambulatorial e requer atendimento interdisciplinar, contemplando assisten...

Diagnóstico e tratamento do AVC

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O diagnóstico e consequente tratamento precoce do AVC depende do tempo e rapidez com que o paciente procura o serviço de emergência competente para o atendimento do acidente vascular cerebral. Sempre deve contar com uma equipe bem treinada e também equipamentos de tomografia disponíveis 24 horas por dia, em todos os dias da semana. A confirmação vem por meio do exame de imagem que seria uma tomografia computadorizada ou até mesmo uma ressonância magnética. O tempo recomendado para que esse diagnóstico seja feito desde a chegada do paciente ao serviço de emergência é de até 45 minutos. O serviço de tomografia será o mais utilizado pois possui algumas vantagens como: rapidez, ótima disponibilidade e não possui contraindicações para sua realização. Alguns exames físicos, avaliação do paciente e escalas utilizadas como a “Escala de Cincinnati” ajudam na identificação de um possível AVC durante a chegada do paciente na emergência. Importante ressaltar que o diagnóstico certeiro só ...

O que é o AVC?

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O que é? O acidente vascular cerebral é a obstrução ou rompimento de um ou mais vasos cerebrais levando a paralisia e o comprometimento da área que apresenta ausência na irrigação sanguínea. Epidemiologia: É mais comum em idosos acima de 80 anos e tem como prevalência o sexo feminino. Sintomas: -Dor de cabeça súbita e intensa -Confusão mental -Alteração da fala e visão -Formigamento na face ou em algum lado do corpo Fatores de risco: - Dislipidemia -Obesidade -Diabetes tipo 2 -Hipertensão -Tabagismo -Idade avançada -Histórico familiar FISIOPATOLOGIA Existem dois tipos de AVC, o isquêmico e o hemorrágico, sendo o primeiro causado pela obstrução de uma artéria cerebral, devido à presença de um trombo ou um embolo, que pode ser ocasionado por aterosclerose ou por cardio êmbolos. Como por exemplo, uma trombose, que dá origem a um trombo podendo migrar ate o cérebro obstruindo alguma artéria. Já o AVC hemorrágico se da pelo rompimento de...

Aspectos sociais do paciente com doença de Alzheimer

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Aspectos sociais do paciente com doença de Alzheimer A Doença de Alzheimer (DA)   é um transtorno neurodegenerativo progressivo e fatal que se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais, que afetam milhares de brasileiros e cursam progressivamente com a diminuição da sua funcionalidade social. Portanto, é de extrema importância que os profissionais de saúde e os familiares dos doentes saberem, as principais perdas funcionais, com o intuito de realizar um manejo correto, para que tal indivíduo tenha uma menor perda de habilidades e de interação social. Essa postagem, abordará alguns temas comuns, no qual muitos pacientes apresentam perdas , e alguns cuidados que é necessário ter com esses: Segurança Uma pessoa que tem a Doença de Alzheimer, aos poucos, vai perdendo a capacidade de cuidar de si, de tomar decisões e de avaliar ...

O diagnóstico e o tratamento do Alzheimer

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DIAGNÓSTICO CLÍNICO DA DOENÇA DE ALZHEIMER O diagnóstico da DA é de exclusão. O início do rastreamento deve incluir avaliação de depressão e exames laboratoriais – foco na função tireoidiana e níveis séricos de vitamina B12. O diagnóstico de DA no paciente que apresenta problemas de memória é baseado na identificação das modificações cognitivas específicas, como descrito nos critérios do National Institute of Neurologic and Communicative Disorders and   Stroke and the Alzheimer Disease and Related Disorders Association (NINCDS-ADRDA).     Os critérios da DSM-IV para DA incluem desenvolvimento de múltiplos déficits cognitivos manifestados, tanto por comprometimento da memória, quanto por uma (ou mais) das seguintes perturbações cognitivas: •        Afasia - perturbação da linguagem; •        Apraxia - capacidade prejudicada de executar atividades motoras, apesar de um funcionamento motor i...