Visão social acerca da Síndrome de Wernicke-Korcakoff

VISÃO SOCIAL ACERCA DA SÍNDROME DE WERNICKE – KORSAKOFF

A partir do diagnóstico da síndrome de Wernicke-Korsakoff, o objetivo principal na clínica neurológica é investigar as possíveis causas que desencadearam esse distúrbio.
A síndrome de Wernicke-Korsakoff é uma forma incomum de amnésia que combina duas doenças: um estado de confusão aguda (encefalopatia de Wernicke), e um tipo de amnésia de longo prazo – que é a síndrome propriamente dita. A encefalopatia leva a síndrome em 80% dos casos em que ao pacientes não tratam corretamente essa alteração.

Raras são as vezes em que uma lesão traumática desencadeou esta síndrome. Os fatores mais comumente envolvidos na etiopatogênese dessa doença são: o uso abusivo de álcool e substâncias ilícitas, além da deficiência de vitaminas (principalmente a tiamina – B1).
O uso e abuso de substâncias químicas podem alterar diferentes funções cognitivas, emocionais e motoras do ser humano (como percepção, comportamento, motricidade, julgamento, atenção, memória), repercutindo social, econômica, biológica e psicologicamente na vida do usuário e sua família. A dependência química acarreta em inúmeros prejuízos na vida dos dependentes. E não só deles, as famílias sofrem juntamente com o vício, visto que todas as atitudes desses pacientes está voltada para o consumo das drogas. Portanto, a dependência é um problema de saúde pública e precisa de intervenções das políticas de promoção à saúde.
Outro fator importante está relacionado aos locais em que a carência nutricional é observada. Na fisiopatologia da síndrome, a deficiência de vitaminas está ligada ao desenvolvimento da patologia. Mais uma vez, cabe as políticas públicas desenvolverem mudanças para tirar as pessoas carentes da subnutrição, evitando que mais casos da doença surjam.



REFERÊNCIAS
1. SILVA, André; ENES, André. Síndrome de Wernicke-Korsakoff: revisão literária da sua base neuroanatómica. Arq Med,  Porto ,  v. 27, n. 3, p. 121-127,  jun.  2013 .   Disponível em <http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0871-34132013000300004&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  24  nov.  2019.
2. SCHLINDWEIN-ZANINI, R. Neuropsicologia e Saúde Mental. Cad. Bras. Saúde Mental, Florianópolis, v. 1, n. 1, jan-abr. 2009.
3. DALGALARRONDO, P. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. 2ed. Porto Alegre: ARTMED, 2008.

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