O diagnóstico clínico da Doença de Parkinson


O diagnóstico clínico da DP

A evolução da doença depende de diversos fatores, assim, variando de paciente para paciente, podendo progredir de forma mais rápida ou lenta. Outro fator que pode variar são os sintomas apresentados, dificultando a realização de uma classificação clínica específica para a patologia. Atualmente, há um amontilhado de critérios definidos pelo Banco de Cérebros da Sociedade de Parkinson do Reino Unido para o diagnóstico clínico da doença, sendo eles 1 critério necessário e 3 critérios de suporte:


  • Critérios necessários para o diagnóstico:
·         - Bradicinesia (e pelo menos um dos seguintes sintomas abaixo)
·         - Rigidez muscular
·         - Tremor de repouso (4-6 Hz) avaliado clinicamente
·         - Instabilidade postural não causada por distúrbios visuais, vestibulares, cerebelares ou proprioceptivos


  • Critérios de suporte positivo para o diagnóstico de DP (3 ou mais são necessários para o diagnóstico):
·         - Início unilateral
·         - Presença de tremor de repouso
·         - Doença progressiva
·         - Persistência da assimetria dos sintomas
·         - Boa resposta a levodopa
·         - Presença de discinesias induzidas por levodopa
·         - Resposta a levodopa por 5 anos ou mais
·         - Evolução clínica de 10 anos ou mais

Existem, também, fatores que auxiliam os médicos a excluírem o diagnóstico de DP, são eles:
·        - História de AVC de repetição
·        - História de trauma craniano grave
·        - História definida de encefalite
·        - Crises oculogíricas 
·        - Tratamento prévio com neurolépticos
·        - Remissão espontânea dos sintomas
·        - Quadro clínico estritamente unilateral após 3 anos
·        - Paralisia supranuclear do olhar
·        - Sinais cerebelares
·        - Sinais autonômicos precoces
·        - Demência precoce
·        - Liberação piramidal com sinal de Babinski
·        - Presença de tumor cerebral ou hidrocefalia comunicante
·        - Resposta negativa a altas doses de levodopa
·        - Exposição a metilfeniltetraperidínio



O tratamento da DP

O tratamento da DP é extremamente complexo, pois ocorre a morte de neurônios (cerca de 10% ao ano), logo, são necessários medicamentos para tratar os sintomas da doença e retardar a progressão dela.
O tratamento sintomático deve iniciar logo quando feito o diagnóstico, assim, melhorando a qualidade de vida do paciente. Os acometidos são classificados em 4 grandes grupos, sendo cada um dos grupos tratados de forma diferente.

1 - Sintomas leves sem prejuízo funcional: a utilização de medicamentos, nesse caso, é de total decisão do paciente, caso seja escolhida a administração de substâncias, será realizado tratamento com anticolinérgicos (levadopa).

2 - Sintomas com prejuízo funcional: os pacientes que se enquadram nesse grupo realizam o tratamento dopaminérgico, sendo eles tanto levodopa quanto agonistas dopaminérgicos.

3 - Para pacientes com DP em uso de levodopa: esse grupo engloba pacientes que já fazem uso de levodopa, mas, ainda há persistência dos sintomas. Para esse caso, são adicionadas outras medicações para que haja um sinergismo entre eles, são bromocriptina, cabergolina, pramipexol, tolcapona e entacapona.



Referências:
PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS. Portaria SAS/MS n° 228. Doença de Parkinson, [S. l.], 10 maio 2010.

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