O diagnóstico e o tratamento da Síndrome de Wernicke-Korsakoff

O diagnóstico e o tratamento da Síndrome de Wernicke-Korsakoff

O diagnóstico

O diagnóstico clínico da encefalopatia de Wernicke, da psicose de Korsakoff ou da síndrome de Wernicke-Korsakoff é essencialmente clínico uma vez que não existem exames de rotina específicos que possibilitam a sua despistagem. Contudo este ainda não está sob domínio médico.
O subdiagnóstico desta patologia pode ser parcialmente explicado tanto pela variabilidade de apresentações clínicas como também devido à baixa especificidade dos sinais neurológicos
O clínico deve suspeitar a presença do síndrome em indivíduos que se apresentem malnutridos ou condições que amplifiquem a taxa metabólica ou interfiram com os processos de ingestão, digestão e absorção dos alimentos (atenção especial a pacientes alcoolistas).
Além disso, é notório a importância da ressonância magnética (RM) para confirmar a suspeita clínica, contudo os locais da lesões e as características do sinal encontrados não são patognomónicos da encefalopatia de Wernicke:



O tratamento

O tratamento da síndrome de Wernicke-Korsakoff deve ser imediatamente iniciado com a administração de tiamina parenteral intravenosa ou intramuscular, seguida de uma suplementação oral diária. Deste modo, ira prevenir a progressão da doença e reverter as anormalidades cerebrais que não tenham provocado danos estruturais estabelecidos.
É importante ressaltar que após o tratamento com tiamina, a recuperação da ataxia pode ser incompleta. Sugerindo assim, alem do padrão reversível (bioquímico), um padrão irreversível da doença.


REFERÊNCIAS
Carlos Zubaran, Jefferson Fernandes, Fernanda Martins, Janete Souza, Rita Machado e Maria Cadore. Aspectos clínicos e neuropatológicos da síndrome de Wernicke-Korsakoff. Rev. Saúde Pública vol.30 no.6 São Paulo Dec. 1996
André Silva, André Enes. Síndrome de Wernicke-Korsakoff -revisão literária da sua base neuroanatómica. Arq Med vol.27 no.3 Porto jun. 2013
Galvin R, Bråthen G, Ivashynka A, et al. EFNS guidelines for diagnosis, therapy and prevention of Wernicke encephalopathy. Eur J Neurol 2010; 17:1408.
Sechi G, Serra A. Wernicke´s encephalopathy: new clinical settings and recente advances in diagnosis and management. Lancet Neurol 2007; 6: 442-455.

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