O diagnóstico e o tratamento do Alzheimer
DIAGNÓSTICO
CLÍNICO DA DOENÇA DE ALZHEIMER
O
diagnóstico da DA é de exclusão. O início do rastreamento deve incluir
avaliação de depressão e exames laboratoriais – foco na função tireoidiana e
níveis séricos de vitamina B12. O diagnóstico de DA no paciente que apresenta
problemas de memória é baseado na identificação das modificações cognitivas
específicas, como descrito nos critérios do National Institute of Neurologic
and Communicative Disorders and Stroke
and the Alzheimer Disease and Related Disorders Association (NINCDS-ADRDA).
Os
critérios da DSM-IV para DA incluem desenvolvimento de múltiplos déficits
cognitivos manifestados, tanto por comprometimento da memória, quanto por uma
(ou mais) das seguintes perturbações cognitivas:
• Afasia
- perturbação da linguagem;
• Apraxia
- capacidade prejudicada de executar atividades motoras, apesar de um
funcionamento motor intacto;
• Agnosia
- incapacidade de reconhecer ou identificar objetos, apesar de um funcionamento
sensorial intacto;
• Perturbação
do funcionamento executivo, isto é, planejamento, organização, sequenciamento e
abstração.
RECOMENDAÇÃO:
O
diagnóstico de DA é feito por meio de critérios clínicos padronizados,
utilizando-se de uma anamnese bem feita com informante apropriado, exame físico
e avaliação cognitiva do paciente. Depois desta avaliação, a DA poderá ser
considerada provável, possível ou definitiva (biopsia ou necropsia).
TRATAMENTO
O
tratamento da DA deve ser multidisciplinar (apoio familiar, reabilitação
cognitiva, apoio psicológico, adaptação ambiental), envolvendo os diversos
sinais e sintomas da doença e suas peculiaridades de condutas. O objetivo do
tratamento medicamentoso é propiciar a estabilização do comprometimento
cognitivo, do comportamento e da realização das atividades da vida diária (ou
modificar as manifestações da doença), com um mínimo de efeitos adversos.
ATENÇÃO:
evitar drogas anticolinérgicas, que provocarão um antagonismo farmacológico,
piorando o quadro clínico, visto que a base do tratamento da DA é aumentar a
neurotransmissão colinérgica.
REFERÊNCIAS
1) FERNANDES, Janaína da Silva Gonçalves; ANDRADE, Márcia Siqueira
de. Revisão sobre a doença de alzheimer: diagnóstico, evolução e cuidados. Psic.,
Saúde & Doenças, Lisboa , v. 18, n. 1, p.
131-140, abr. 2017
2) Schmidt
MI, Duncan BB, Silva GA, Menezes AM, Monteiro CA, Barreto SM, et al. Chronic
non-communicable diseases in Brazil: burden and current challenges. Lancet.
2011; 377(9781), 1949-61.
3) Forlenza
OV. Transtornos depressivos na doença de Alzheimer: diagnóstico e tratamento.
Rev Bras Psiquiatr. 2000;22(2):87-95.


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