Diagnóstico e tratamento da epilepsia


O diagnóstico de uma crise epiléptica pode ser feito clinicamente através da obtenção de uma anamnese detalhada e de um exame físico geral, com foco nas áreas neurológicas e psiquiátricas. Muitas vezes, o auxílio de uma testemunha ocular é importante para que a crise seja descrita em detalhes.
A epilepsia é a segunda doença neurológica mais vista na atenção primária de saúde, estando à frente das doenças cerebrovasculares. Os pacientes costumam fazer os seguintes relatos:
·         “Eu tenho lapsos de memória, saio do ar e depois não lembro de mais nada...”
·         “Fico esquisito, meus amigos dizem que eu faço coisas estranhas as quais não me lembro”
·         Dizem que eu caio e me bato todo, mas não lembro de nada”
Relatos como esses são frequentes e devem ter uma atenção especial no atendimento desses pacientes.
Elementos para definição:
·         Modo de início e término: limitado no tempo, com um início e término claros
·         Aumento anormal da sincronia neuronal
·         Manifestação clínica típica e estereotipada
É uma doença cerebral definida por quaisquer das seguintes condições:
1.    Pelo menos duas crises não provocadas ocorrendo em um intervalo maior de 24 horas;
2.    Uma crise não provocada com possibilidade de recorrência similar àquelas após duas crises não provocadas;
3.    Diagnóstico de uma síndrome epiléptica. 
Os exames complementares devem ser orientados pelos achados da história clínica e do exame físico. O principal exame é a eletroencefalografia (EEG), cujo papel é ajudar o médico a estabelecer um diagnóstico preciso. O EEG é capaz de responder a três importantes questões diagnósticas nos pacientes com suspeita de epilepsia:
 1) o paciente tem epilepsia?
2) onde está localizada a zona epileptogênica?
3) o tratamento está sendo adequado?
 Exames de imagem - ressonância magnética (RM) do encéfalo e tomografia computadorizada (TC) de crânio devem ser realizados na suspeita de causas estruturais (lesões cerebrais, tais como tumores, malformações vasculares ou esclerose hipocampal), que estão presentes na maioria dos pacientes com epilepsia focal.  














TRATAMENTO

O objetivo do tratamento é controlar totalmente as crises com o mínimo de efeitos adversos.
A determinação do tipo específico de crise e da síndrome epiléptica do paciente é importante, uma vez que os mecanismos de geração e propagação da crise diferem para cada situação, e os fármacos anticonvulsivantes atuam por diferentes mecanismos que podem ou não ser favoráveis ao tratamento.  


REFERÊNCIAS 
1.    BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas: epilepsia. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.
2. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Hospital Universitário. Centro de ciências da saúde. Centro de Ciências da Saúde. Epilepsia: material educativo. Florianópolis: UFSC, 2012.

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