A fisiopatologia do Alzheimer


O Alzheimer
O que é?

 A doença de Alzheimer é a patologia neurodegenerativa mais frequente associada à idade. A mesma, foi primeiramente descrita no ano de 1907 por Alois Alzheimer, neuropatologista alemão a quem originou o nome da doença.

A patologia, caracterizada como uma doença neurológica degenerativa, progressiva e irreversível. Deteriora progressivamente o nível cognitivo do indivíduo, e mais tarde o funcionamento de todo o seu organismo.

Histopatologicamente, a doença de Alzheimer, caracteriza-se por uma perda sináptica maciça e morte neuronal extensa (principalmente em áreas responsáveis pelas funções cognitivas, incluindo o córtex cerebral, o hipocampo, o córtex entorrinal e o estriado ventral), levando ao quadro clássico da doença.
 



Além disso, é importante ressaltar a prevalência do Alzheimer no ambiente médico-hospitalar. Tendo em vista que a expectativa de vida está aumentando e consequentemente o número de brasileiros em idade idosa também. De acordo com dados da OMS, são cerca de 10 milhões de casos novos todo o ano, custando no ano de 2015 um valor em torno de 818 bilhões de dólares a sociedade  


A Fisiopatologia do Alzheimer

O fator genético é considerado atualmente como preponderante na etiopatogenia da Doença de Alzheimer. Contudo, diversas hipóteses foram propostas a fim de explicar a fisiopatologia da doença. Dentre as hipóteses, duas são as mais aceitas atualmente:

a)      Hipótese da cascata amiloidal
De acordo com tal hipótese, a neurodegeneração na doença de Alzheimer inicia-se com a clivagem proteolítica da proteína precursora amilóide (APP) e resulta na produção, agregação e deposição da substância βamilóide (Aβ) e placas senis

b)      Hipótese colinérgica
De acordo com tal hipótese, a disfunção do sistema colinérgico é suficiente para produzir uma deficiência de memória em modelos animais, a qual é semelhante à doença de Alzheimer.

O que podemos concluir?

Por ser a patologia mais frequente associada a idade, e por observarmos o aumento gradual da população idosa no Brasil, é notório que devemos ter um cuidado especial com essa doença. De fato, encontramos muitos estudos recentes a respeito do Alzheimer, contudo ainda estamos distantes do entendimento completo da mesma. Portanto, continuar estudando e compreendendo-a torna-se imprescindível em um futuro no qual alas geriátricas e da neurologia estarão cada vez mais repletas de casos desta doença.

REFERÊNCIAS
  • SerenikiI A; Vital MA. Alzheimer's disease: pathophysiological and pharmacological features. Rev Psiquiatr RS. 2008;30(1 Supl).
  • Smith MA. Doença de Alzheimer. Rev. Bras. Psiquiatr. vol.21  s.2 São Paulo Oct. 1999
  • Fernandes J, Andrade.Revisão sobre a doença de alzheimer: diagnóstico, evolução e cuidados. Psic., Saúde & Doenças vol.18 no.1 Lisboa abr. 2017
  • Armand S. Schachter, Kenneth L. Davis.
  • Alzheimer's disease. Dialogues Clin Neurosci. 2000 Jun; 2(2): 91–100.
  • Jason Weller, Andrew Budson. Current understanding of Alzheimer’s disease diagnosis and treatment. F1000Research 2018, 7(F1000 Faculty Rev):1161 Last updated: 01 AUG 2018

Alzheimer's disease


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