A convivência social com a Doença de Parkinson
A
Doença de Parkinson (DP) é o mais frequente distúrbio do sistema
extrapiramidal, sendo a segunda doença neurodegenerativa de maior prevalência
entre os idosos, atingindo de 1 a 3% dessa
população. A Doença
de Parkinson não possui recursos relacionados à prevenção, apesar de que na
atualidade seja possível identificar indivíduos com alto risco através da
genética.
É
caracterizada como uma doença degenerativa do sistema nervoso central, crônica e
progressiva que afeta a qualidade de vida dos portadores sendo que inicialmente
os principais sintomas sejam motores, contudo, com a evolução da doença, ocorre
o surgimento de novas alterações.
Os marcantes comprometimentos
motores, a limitação física progressiva e a deficiência no desempenho funcional
fazem dos aspectos físicos um dos grandes responsáveis pela piora da qualidade
de vida dos indivíduos portadores da Doença de Parkinson.
Os pacientes com o diagnóstico da doença
precisam aprender a lidar com desconforto físico, perda das relações sociais,
atividades financeiras, trabalho e lazer o que pode levar à tristeza, sentimentos de incapacidade e incerteza quanto ao
futuro. Ocorre então um autopreconceito, demonstrado por sentimentos de
vergonha devido à sua condição, a qual se evidencia, por exemplo, pelo tremor e
pela lentidão ao caminhar. Além do preconceito percebido nos processos de
interações e espaços públicos.
Com isso se faz necessário ações com o intuito de informar as pessoas,
família e comunidade em geral sobre a doença, os sintomas e tratamentos. A participação dos
profissionais de saúde é essencial ao considerar as individualidades, anseios, queixas e dúvidas, tratamento,
evolução da doença e estimulando atividades que auxiliem na prevenção da
evolução das limitações e promovendo a autoestima dos pacientes diagnosticados
com a Doença de Parkinson. Além disso, é necessário à elaboração e
implementação de estratégias que favorecem o desempenho das pessoas com DP na
realização das atividades diária, permitindo a manutenção da independência,
diminuição do declínio funcional e melhor qualidade de vida.
Referências:
- Navarro-Peternella Fabiana Magalhães, Marcon Sonia Silva. Qualidade de vida de indivíduos com Parkinson e sua relação com tempo de evolução e gravidade da doença. Rev. Latino-Am. Enfermagem [Internet]. 2012 Apr [cited 2019 Oct 29] ; 20( 2 ): 384-391. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692012000200023&lng=en. http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692012000200023.
- VALCARENGHI, Rafaela Vivian et al . O cotidiano das pessoas com a doença de Parkinson. Rev. Bras. Enferm., Brasília , v. 71, n. 2, p. 272-279, abr. 2018 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672018000200272&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 29 out. 2019. http://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2016-0577.

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