A doença de Parkinson


DOENÇA DE PARKINSON

O que é?

A doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, que foi descoberta no ano de 1817 pelo neurologista francês James Parkinson, quem originou o nome da patologia.
A patologia pode ser crônica ou progressiva. Como causa, tem como principal fator a diminuição intensa da dopamina, um neurotransmissor de extrema importância no organismo humano.
Alguns dados epidemiológicos da Doença de Parkinson nos mostram:

A doença de Parkinson (DP) afeta cerca de:
·       0,4% das pessoas > 40 anos
·       1% das pessoas ≥ 65 anos
·       10% das pessoas ≥ 80 anos
A média etária de início da doença é de aproximadamente 57 anos.
A doença em si que atinge principalmente a dopamina, faz com que o paciente apresente alguns sintomas muito característicos da patologia como: lentidão motora, rigidez entre articulações, ombros, cotovelos, punhos, tremores em repouso característico nos membros superiores que prevalecem em um lado específico do corpo. Finalmente temos o mais importante sintoma e sinal que é o desequilíbrio.
A dopamina que é o neurotransmissor afetado protagonista nessa patologia é essencial e de suma importância na condução dos impulsos nervosos que levam as informações para os membros, músculos realizarem suas ações. Desse modo, se está em falta, o paciente cursará com os sintomas e sinais apresentados no parágrafo anterior. Alguns pacientes podem desenvolver demência a partir do parkinsonismo.
Importante ressaltar que a evolução da doença é muito variável. Normalmente cursa uma evolução muito lenta, sem mudanças drásticas.
A etiologia da DP não é bem explicada pelos autores, mas acredita-se que há uma predisposição genética em alguns casos da patologia. Foram identificados em pacientes que tinham histórico familiar de Parkinsonismo vários genes anormais. Heranças autossômicas dominantes para alguns genes e outras autossômicas recessivas para outros genes.

A fisiopatologia da DP



A fisiopatologia baseia-se na morte dos neurônios presentes na substancia nigra onde apresentam os corpúsculos de Lewy. As modificções presentes na substancia nigra cursarão com os sintomas “motores” da doença como por exemplo a instabilidade postural e os tremores.
 No entanto, as alterações não são restritas à substância nigra e podem estar relacionadas a outros núcleos do tronco cerebral (exemplo é o núcleo motor dorsal do nervo vago), córtex cerebral e mesmo neurônios periféricos, como os do plexo miontérico.
A presença de processo degenerativo além do sistema nigroestriatal pode levar à uma série de sintomas e sinais não motores, como, distúrbios do sono, alterações de olfato, constipação, mudanças emocionais como a depressão, diminuição de humor, pode cursar episódios psicóticos, baixas de cognição e também demência.


Referências

Yoshiyama Y, Kojima A, Itoh K, Uchiyama T, Arai K: Anticholinergics boost the pathological process of neurodegeneration with increased inflammation in a tauopathy mouse model. Neurobiol Dis 2012 45 (1):329–36, 2012. doi: 10.1016/j.nbd.2011.08.017.
HENRIQUES, Gilberto. Manuel de Neuroanatomia Clínica. 2. ed. Belo Horizonte: Rona Editora, 2014. P.276-277.
BERRIOS, German E. Introdução à “Paralisia agitante”, de James Parkinson (1817). Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, São Paulo, ano 2016, v. 19, ed. 1, p. 114-212, março 2016. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rlpf/v19n1/1415-4714-rlpf-19-1-0114.pdf. Acesso em: 28 out. 2019.
Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Portaria SAS/MS no 228, de 10 de maio de 2010. (Republicada em 27.08.10) Doença de Parkinson. Disponivel em: http://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2014/abril/02/pcdt-doenca-parkinson-republicado-livro-2010.pdf

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